Bartuccio Consultoria
Econômico - Financeira e Treinamentos
O que fazemos
01
Educação financeira corporativa
Orientação para gestores e equipes tomarem decisões com base em números claros.
02
Treinamentos em finanças de negócios
Programas práticos sob medida, do básico de contabilidade gerencial à análise de resultados.
03
Controle de fluxo de caixa
Estruturação, projeção e otimização do caixa para dar previsibilidade e fôlego à empresa.
04
Viabilidade econômica das empresas e investimentos
Análises de retorno, risco e payback com a geração de alternativas para apoiar decisões de expansão e novos projetos .
O Mapa da Crise (e da Oportunidade) em 2027
O Brasil encerrou o último ano com uma marca histórica alarmante: 8,9 milhões de empresas inadimplentes, acumulando cerca de R$ 213 bilhões em dívidas, o maior patamar já registrado pela série histórica da Serasa, e que não para de crescer.
Em um ambiente de juros elevados e créditos restritos, o mercado exige respostas rápidas por parte das empresas. Com base neste aspecto, deveremos focar os esforços para os três setores específicos que estão sangrando o caixa das empresas e precisam de estratégias claras de revitalização, combinando táticas de proteção conservadora com manobras agressivas de retomada para sobrevivência e crescimento sustentável.
Os 3 Segmentos mais necessitados hoje de atenção e trabalho são:
1. Agronegócio e Cadeia Produtiva (A Queda do Gigante)
O Dado Oficial: O agronegócio registrou um recorde assustador de 1.990 pedidos de recuperação judicial recentemente, uma alta de 56,4% em relação ao ano anterior. Produtores pessoa jurídica tiveram um salto de 84,1% nas solicitações.
A Dor Operacional: Alavancagem altíssima, custos de produção estourados e margens espremidas pela volatilidade climática e das commodities agravam o problema. Portanto, estes setores clamam por estratégias de proteção conservadora de caixa e alongamento de passivos.
O objetivo principal não é “vamos crescer”, mas sim: “vamos proteger o patrimônio, estancar o sangramento de caixa e reestruturar a operação para evitar a recuperação judicial” e, na sequência, estabelecer um plano de manutenção e crescimento estruturado.
2. Setor de Serviços e Comércio (O Epicentro da Inadimplência)
O Dado Oficial: O setor de Serviços responde por 55,2% de todas as empresas negativadas no Brasil hoje e também é a maior fonte de origem das dívidas (31,5%). O Comércio segue logo atrás, sofrendo com o freio no consumo.
A Dor Operacional: Repasse de preços ineficiente, custo de aquisição de clientes (CAC) alto e margens corroídas pela inflação e juros de capital de giro agravam o problema.
Este grupo precisa de estratégias agressivas de otimização de margem de contribuição para que as empresas superem suas dificuldades e sobrevivam. É fundamental implementar treinamento adequado para as equipes, focar no corte cirúrgico de despesas invisíveis e implementar rapidamente indicadores de performance (BI/Analytics) para girar o estoque ou o serviço mais rápido.
3. Construção Civil e Infraestrutura de Pequeno/Médio Porte
O Dado Oficial: Embora o volume absoluto seja menor que o de Serviços, este é um dos setores que mais buscou renegociações complexas recentemente devido ao ciclo longo das operações.
A Dor Operacional: Orçamentos estourados, custo flutuante de materiais de construção e financiamento bancário extremamente caro são os centros dos problemas.
Para este setor, o foco total na análise de performance operacional deve se centralizar no chão de obra e no backoffice. Devemos abordar e auditar o desperdício de insumos e a ineficiência no cronograma, que consome o lucro antes mesmo da entrega do projeto.
Dos 8,9 milhões de negócios no vermelho, 8,5 milhões são micro e pequenas empresas (MPEs). No entanto, os microempresários possuem conhecimentos específicos para superar estas dificuldades complexas e devem procurar conhecimento e estratégias para sair rapidamente da situação com um plano estruturado.
No segmento que chamamos de Mid-Market — empresas de médio porte ou pequenas empresas altamente faturadas, com faturamento anual entre R$ 4 milhões e R$ 50 milhões — existe uma complexidade operacional que exige um olhar especializado e, crucialmente, capacidade financeira, mesmo em reestruturação, para realizar um trabalho de recuperação em troca de um retorno sobre o investimento (ROI) claro na economia gerada.
Este conteúdo do livro focará aspectos e experiências reais de gargalos financeiros no Campo, na Indústria e nos Serviços, transformando o conteúdo em uma ferramenta de prospecção extremamente versátil. Isso demonstra que o conteúdo não está limitado a um único segmento, mas ancorado em princípios sólidos de recuperação corporativa e eficiência financeira que funcionam em qualquer ambiente.
Para que a recuperação corporativa seja eficaz, o diagnóstico inicial deve separar imediatamente os cenários que exigem um “freio de arrumação” — onde abordaremos táticas financeiras conservadoras para proteger a liquidez e evitar o colapso — das áreas que já estão estabilizadas e prontas para estratégias financeiras agressivas de expansão e captura de mercado.
“Uma boa gestão financeira não é sobre planilhas — é sobre dar ao empresário a confiança para decidir.”
Fernando Antonio Bartuccio · Sócio-Diretor
